História

Sinai-RN: História de luta em defesa dos trabalhadores

Em 1981, os servidores da Administração Indireta entenderam que havia chegado o momento de se organizar em uma entidade sindical. A criação de uma Associação Profissional era uma exigência prévia para a fundação de um sindicato.

Assim foi criada a Associação Profissional dos Empregados em Fundações e Empresas de Economia Mista do Estado do Rio Grande do Norte (APROFERN). Sua diretoria era constituída por um representante de cada órgão da Administração Indireta. O primeiro presidente foi o sociólogo Manoel Duarte, o Manu.

Os dirigentes da APROFERN chegaram a tentar o registro como sindicato, mas o Ministério do Trabalho negou o pedido, alegando não se tratar de uma categoria “econômica”.

Nasce o Sinai-RN

Em 31 de maio de 1989, surge o Sindicato dos Servidores Públicos da Administração Indireta do Rio Grande do Norte (Sinai-RN). No mesmo período, outros sindicatos também foram criados em nível federal, estadual e municipal.

O recém-criado Sinai-RN passou a funcionar na sede da ASCEPA, a Associação dos Servidores da CEPA (Comissão Estadual de Planejamento Agrícola), hoje IDEC. Esse foi o espaço da entidade durante o primeiro ano de existência.

A primeira direção foi organizada nos moldes da APROFERN, com representantes de todos os órgãos. O sociólogo Manoel de Lima Duarte, o Manu, foi escolhido para liderar o grupo que conduziu o primeiro processo eleitoral do Sindicato. Seis meses depois, em eleição de chapa única, Manu foi reconduzido ao cargo, para um mandato de três anos.

Na fase inicial, as associações deram apoio material e financeiro ao Sindicato. Mas a independência não demorou a chegar. A vitória na luta pelo expediente corrido fortaleceu a confiança da categoria na importância do Sindicato. Logo, mais de 50% dos servidores do segmento aderiram ao Sinai-RN. Desde sua fundação, o Sindicato mantém atuação independente em relação a governos, partidos políticos e administrações. O Sindicato não financia campanhas eleitorais nem participa institucionalmente de disputas político-partidárias. Sua atuação é orientada pela defesa permanente dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras da sua base, do serviço público e da organização sindical.

Primeira Diretoria – 1989 a 1992

A primeira diretoria do Sinai-RN tomou posse em assembleia geral histórica, no auditório do Sindicato dos Comerciários, em 31 de maio de 1989.

O primeiro desafio foi ampliar a adesão dos servidores. Para isso, a direção eleita realizou um trabalho de esclarecimento junto às categorias, destacando a importância da sindicalização, o papel do Sindicato na vida cotidiana e os benefícios para os trabalhadores.

Nove meses após a fundação, o primeiro jornal do Sindicato já anunciava mais de 2.500 filiados.

Também coube à primeira direção a redação do Estatuto do Sindicato. Em seu artigo 2º, o documento definiu sua linha de atuação: “Unir todos os trabalhadores da base na luta em defesa de seus interesses imediatos e futuros; desenvolver atividades na busca de soluções para os problemas da categoria; promover ampla e ativa solidariedade às demais categorias de assalariados, procurando elevar a unidade dos trabalhadores.”

O Estatuto também estabeleceu uma diretriz mais ampla: “Defender a unidade dos trabalhadores da cidade e do campo na luta pela conquista de um país soberano, democrático e progressista, bem como apoiar iniciativas populares que visem à melhoria das condições de vida do povo brasileiro.”

Francisco Neco de Morais

A greve na CIDA

A primeira greve da história do Sinai-RN ocorreu na Companhia Integrada de Desenvolvimento Agropecuário (CIDA), no final de 1991, durante a primeira data-base da categoria. O setor administrativo tinha baixos salários, e a principal reivindicação era a reposição das perdas salariais. O governo José Agripino não atendeu às demandas, e a categoria decidiu cruzar os braços.

A greve durou duas semanas. Ao final, houve reposição salarial. Mas o principal resultado foi político: a consolidação do Sindicato como instrumento de luta da categoria.

Para muitos trabalhadores, foi o primeiro contato com a atividade sindical. Santino Arruda lembra que o Sindicato enviou o diretor Japiassu Silva de Farias ao interior do Estado para mobilização. “Ele foi de ônibus para Caicó, Pau dos Ferros e Mossoró”, recorda.

Segundo relatos da época, em várias localidades os trabalhadores ainda não conheciam o funcionamento de um sindicato e não sabiam sobre a possibilidade de fazer greve.

A greve reforçou o papel do Sinai-RN como instrumento de organização coletiva.

Relação com centrais sindicais e filiação à Intersindical

Nos primeiros anos de atuação, o Sinai-RN iniciou o debate sobre a integração a uma central sindical nacional. Em 1993, o II Congresso da entidade autorizou a realização de um plebiscito junto à categoria. Na consulta, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) recebeu 84% dos votos, seguida pela Força Sindical (11%) e pela CGT (5%). A filiação foi consolidada em 1994, quando o Sindicato participou do Congresso Nacional da CUT, em São Paulo, ampliando sua articulação com o movimento sindical brasileiro. Em 2003, o dirigente Santino Arruda assumiu a presidência estadual da CUT no Rio Grande do Norte.

Após mais de uma década de filiação, o Sindicato passou a discutir o papel das centrais sindicais e sua atuação no cenário político e trabalhista. O debate, aprofundado nos congressos estaduais de 2004 e 2006, resultou na desfiliação da CUT, aprovada em 2006.

Posteriormente, no 9º Congresso Estadual, o Sinai-RN decidiu filiar-se à Intersindical, central sindical que estava em processo de formação naquele período. À época, o Sindicato tornou-se a única entidade sindical do Rio Grande do Norte filiada à Intersindical. A central reúne sindicatos de diferentes categorias em nível nacional, entre elas previdenciários, petroleiros e metalúrgicos.

Missão

Representar, organizar, mobilizar e fortalecer a luta pela ampliação e defesa de direitos individuais e coletivos, por meio da participação democrática dos(as) trabalhadores(as) nas negociações coletivas, nas lutas por justiça social e dignidade.

Visão

Ser uma entidade reconhecida por sua atuação na defesa dos interesses dos(as)trabalhadores(as), com Transparência, Ética, Solidariedade e Justiça Social, na busca por melhores condições de vida.

Valores

Transparência, Ética, Solidariedade, Modernização, Justiça Social, Autonomia, Empatia e Dignidade.
Dir. Assuntos de Saúde do Trabalhador SamuelMendes Marcone Magno Pires Francisco Neco de Morais

A greve na CIDA

A primeira greve da história do Sinai-RN ocorreu na Companhia Integrada de Desenvolvimento Agropecuário (CIDA), no final de 1991, durante a primeira data-base da categoria. O setor administrativo tinha baixos salários, e a principal reivindicação era a reposição das perdas salariais. O governo José Agripino não atendeu às demandas, e a categoria decidiu cruzar os braços.

A greve durou duas semanas. Ao final, houve reposição salarial. Mas o principal resultado foi político: a consolidação do Sindicato como instrumento de luta da categoria.

Para muitos trabalhadores, foi o primeiro contato com a atividade sindical. Santino Arruda lembra que o Sindicato enviou o diretor Japiassu Silva de Farias ao interior do Estado para mobilização. “Ele foi de ônibus para Caicó, Pau dos Ferros e Mossoró”, recorda.

Segundo relatos da época, em várias localidades os trabalhadores ainda não conheciam o funcionamento de um sindicato e não sabiam sobre a possibilidade de fazer greve.

A greve reforçou o papel do Sinai-RN como instrumento de organização coletiva.

Relação com centrais sindicais e filiação à Intersindical

Nos primeiros anos de atuação, o Sinai-RN iniciou o debate sobre a integração a uma central sindical nacional. Em 1993, o II Congresso da entidade autorizou a realização de um plebiscito junto à categoria. Na consulta, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) recebeu 84% dos votos, seguida pela Força Sindical (11%) e pela CGT (5%). A filiação foi consolidada em 1994, quando o Sindicato participou do Congresso Nacional da CUT, em São Paulo, ampliando sua articulação com o movimento sindical brasileiro. Em 2003, o dirigente Santino Arruda assumiu a presidência estadual da CUT no Rio Grande do Norte.

Após mais de uma década de filiação, o Sindicato passou a discutir o papel das centrais sindicais e sua atuação no cenário político e trabalhista. O debate, aprofundado nos congressos estaduais de 2004 e 2006, resultou na desfiliação da CUT, aprovada em 2006.

Posteriormente, no 9º Congresso Estadual, o Sinai-RN decidiu filiar-se à Intersindical, central sindical que estava em processo de formação naquele período. À época, o Sindicato tornou-se a única entidade sindical do Rio Grande do Norte filiada à Intersindical. A central reúne sindicatos de diferentes categorias em nível nacional, entre elas previdenciários, petroleiros e metalúrgicos.

Missão

Representar, organizar, mobilizar e fortalecer a luta pela ampliação e defesa de direitos individuais e coletivos, por meio da participação democrática dos(as) trabalhadores(as) nas negociações coletivas, nas lutas por justiça social e dignidade.

Visão

Ser uma entidade reconhecida por sua atuação na defesa dos interesses dos(as)trabalhadores(as), com Transparência, Ética, Solidariedade e Justiça Social, na busca por melhores condições de vida.

Valores

Transparência, Ética, Solidariedade, Modernização, Justiça Social, Autonomia, Empatia e Dignidade.

Diretoria inaugural

Presidente Manoel de Lima Duarte
Vice-Presidente Minervina Rodrigues de França
1ª Secretária Maria Rizolete Fernandes
2º Secretário Luiz Manoel de Freitas
1º Tesoureiro Santino Arruda Silva
2º Tesoureiro Manoel Ferreira da Silva Neto
Dir. Formação Sindical Edmundo Sinedino Oliveira Japiassu Silva de Farias Maria Salete de Lima
Dir. Assuntos Intersindicais Dilma Lucas da Silva Mariada Salete Bernardo Câmara Manoel Marques da Silva Filho
Dir. Imprensa, Comunicação e Memória Sindical Maria da Glória Queiroz Alexandre Guedes Fernandes Silvia Maria Montenegro Diniz
Dir. Adm. Patrimônio e Informática Antônio Francisco Silva de Freitas Mônica de Fátima Rodrigues Cácio Múcio da Rocha Pascoal
Dir. Cultura, Esporte e Lazer Haroldo Abuana Osório Laura Freire de Melo José Mendonça Filho
Dir. Assuntos Jurídicos: Maria Dilza Feitosa Anyole Ramalho Pessoa Célio Luís Capistrano
Dir. Assuntos de Saúde do Trabalhador SamuelMendes Marcone Magno Pires Francisco Neco de Morais

A greve na CIDA

A primeira greve da história do Sinai-RN ocorreu na Companhia Integrada de Desenvolvimento Agropecuário (CIDA), no final de 1991, durante a primeira data-base da categoria. O setor administrativo tinha baixos salários, e a principal reivindicação era a reposição das perdas salariais. O governo José Agripino não atendeu às demandas, e a categoria decidiu cruzar os braços.

A greve durou duas semanas. Ao final, houve reposição salarial. Mas o principal resultado foi político: a consolidação do Sindicato como instrumento de luta da categoria.

Para muitos trabalhadores, foi o primeiro contato com a atividade sindical. Santino Arruda lembra que o Sindicato enviou o diretor Japiassu Silva de Farias ao interior do Estado para mobilização. “Ele foi de ônibus para Caicó, Pau dos Ferros e Mossoró”, recorda.

Segundo relatos da época, em várias localidades os trabalhadores ainda não conheciam o funcionamento de um sindicato e não sabiam sobre a possibilidade de fazer greve.

A greve reforçou o papel do Sinai-RN como instrumento de organização coletiva.

Relação com centrais sindicais e filiação à Intersindical

Nos primeiros anos de atuação, o Sinai-RN iniciou o debate sobre a integração a uma central sindical nacional. Em 1993, o II Congresso da entidade autorizou a realização de um plebiscito junto à categoria. Na consulta, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) recebeu 84% dos votos, seguida pela Força Sindical (11%) e pela CGT (5%). A filiação foi consolidada em 1994, quando o Sindicato participou do Congresso Nacional da CUT, em São Paulo, ampliando sua articulação com o movimento sindical brasileiro. Em 2003, o dirigente Santino Arruda assumiu a presidência estadual da CUT no Rio Grande do Norte.

Após mais de uma década de filiação, o Sindicato passou a discutir o papel das centrais sindicais e sua atuação no cenário político e trabalhista. O debate, aprofundado nos congressos estaduais de 2004 e 2006, resultou na desfiliação da CUT, aprovada em 2006.

Posteriormente, no 9º Congresso Estadual, o Sinai-RN decidiu filiar-se à Intersindical, central sindical que estava em processo de formação naquele período. À época, o Sindicato tornou-se a única entidade sindical do Rio Grande do Norte filiada à Intersindical. A central reúne sindicatos de diferentes categorias em nível nacional, entre elas previdenciários, petroleiros e metalúrgicos.

Missão

Representar, organizar, mobilizar e fortalecer a luta pela ampliação e defesa de direitos individuais e coletivos, por meio da participação democrática dos(as) trabalhadores(as) nas negociações coletivas, nas lutas por justiça social e dignidade.

Visão

Ser uma entidade reconhecida por sua atuação na defesa dos interesses dos(as)trabalhadores(as), com Transparência, Ética, Solidariedade e Justiça Social, na busca por melhores condições de vida.

Valores

Transparência, Ética, Solidariedade, Modernização, Justiça Social, Autonomia, Empatia e Dignidade.