A direção do Sindicato dos Servidores da Administração Indireta do RN (Sinai-RN) alerta: no segundo turno destas eleições, a escolha é entre defender a democracia e o serviço público ou aceitar a perda de direitos conquistados.
Propostas de Flávio Bolsonaro ameaçam acabar com os concursos públicos, a estabilidade e benefícios históricos dos servidores, como anuênios, quinquênios, licença-prêmio por assiduidade e progressões de carreira. Além disso, a promessa de privatizar cerca de 95% das empresas estatais amplia a entrega do patrimônio público à iniciativa privada, colocando em risco a qualidade dos serviços essenciais prestados à população.
Um “tesouraço” com cortes projetados em R$ 250 bilhões afetará diretamente a vida dos cidadãos, abrindo caminho para o fim de políticas fundamentais nas áreas de saúde, educação pública e assistência social, como a Farmácia Popular, o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida.
Representa um perigo para todos também a proposta de pagamento por hora trabalhada, prevista na PEC 12/2026, assinada pelo carrasco dos trabalhadores, Rogério Marinho, ligado a Flávio Bolsonaro e Allyson Bezerra.
Ainda mais grave: para além dos impactos sociais e trabalhistas, posições e discursos bolsonaristas representam quebra total da própria democracia e das instituições.
Rio Grande do Norte
Atenção também ao cenário local!
O histórico de atrasos salariais de gestões passadas reforça o quanto a escolha para o Governo do Estado é decisiva.
Nos últimos anos, a mobilização constante dos servidores garantiu conquistas, com destaque para as Leis Complementares nº 777 e nº 778/2025, que estabeleceram a política salarial permanente e a reestruturação de carreiras para cerca de 63,7 mil servidores públicos civis e militares. Além disso, nos governos de Fátima Bezerra, foram realizados 16 concursos públicos, resultando em mais de 17 mil nomeações, que fortaleceram o serviço público.
O sindicato se pauta pela independência de classe frente aos governos e seguirá firme na cobrança pelo cumprimento rigoroso das leis, valorização das carreiras, realização de novos concursos e pelo pagamento em dia dos salários.
O Sinai-RN não tem patrão nem partido, mas tem lado: o do trabalhador. Precisamos apontar quem defende os trabalhadores e quem quer destruir o serviço público. No dia da votação, escolha quem respeita os seus direitos.
A orientação dada à base é votar 13 para derrotar o bolsonarismo.