Os novos servidores do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) tiveram a oportunidade de conhecer mais sobre organização e luta coletiva durante acolhimento promovido pelo Sindicato dos Servidores Públicos da Administração Indireta do RN (Sinai-RN) e pela Associação dos Servidores do Idema (Assidema). Realizado na manhã desta segunda-feira (31), o evento reuniu mais de 100 participantes, entre recém-empossados e servidores com estabilidade.

Durante o encontro, os advogados Manoel Batista e Raline Campelo esclareceram dúvidas sobre questões relacionadas aos direitos da categoria. O sindicato lançou uma campanha de filiação voltada aos novos servidores, que receberão uma camiseta como brinde ao se associarem.

Coordenador-geral do Sinai-RN, Geraldo Lamartine destacou a importância dos novos servidores conhecerem o funcionamento da gestão pública e das entidades sindicais. “Quem faz o sindicato não é a direção, mas sim os filiados. O sindicato é um instrumento que os trabalhadores têm para viabilizar suas reivindicações e garantir seus direitos. O CNPJ, por si só, não faz a luta. Quem faz a luta dos trabalhadores são os trabalhadores. E as conquistas só vêm através da luta. Nenhuma conquista neste país e no mundo foi conseguida como chuva caída do céu”, afirmou.

As vantagens da organização coletiva foram ressaltadas pelo diretor de Assuntos Jurídicos do Sinai-RN Felipe Assunção. Ele explicou que o sindicato oferece aos trabalhadores estrutura política e jurídica para enfrentar problemas e defender seus interesses.

“Não adianta querer fazer sozinho. Se vocês estão enfrentando determinado problema, chamem o sindicato, chamem a associação para compartilhar a situação e buscar apoio político e estrutura”, afirmou, ao detalhar o papel dos servidores e das entidades representativas nas mobilizações da categoria. Cabe aos trabalhadores participar das assembleias e deliberar sobre as decisões coletivas, enquanto o sindicato atua na representação da categoria e oferece suporte jurídico e institucional.

“Quando vem uma determinação judicial, por exemplo, decretando a ilegalidade de uma greve ou condenando ao pagamento de uma multa pelo descumprimento, é o sindicato que responde. Ao servidor compete participar da assembleia, decidir se quer entrar em greve e quando quer sair da greve”, acrescentou. Felipe ressaltou ainda que a mobilização depende da participação efetiva dos trabalhadores. “A gente precisa disso aqui: auditório lotado. Para a gente conseguir efetividade, precisa de gente de carne e osso mobilizada, lutando e disponível para a ação.”