Mesmo sob fortes chuvas na manhã de sexta-feira, 24 de abril, trabalhadores da base do Sinai-RN participaram de ato público em frente à Governadoria, no Centro Administrativo, em Natal. A mobilização foi realizada para cobrar do Governo do Estado a implementação do reajuste de 4,26% referente à recomposição salarial anual.
O índice, previsto para abril, considera a inflação de 2025 medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A atividade, iniciada pela manhã e estendida ao início da tarde, integra a estratégia do Sindicato para pressionar o Executivo estadual a cumprir a legislação.
Reajuste está previsto em lei
O pagamento da recomposição está assegurado pelas Leis Complementares nº 777/2025 e nº 778/2025. Apesar disso, o governo ainda não confirmou a aplicação do índice e informou que aguarda parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE).
Para o coordenador geral do Sinai-RN, Geraldo Lamartine, a ausência de definição tem gerado insegurança entre os servidores. “A base do Sinai não vê clareza na aplicação do índice que está em lei. Até o momento, não temos essa certeza de que o governo vai aplicar esse percentual no mês de abril”, afirmou.
Sindicato critica postura do governo
O Sindicato contesta a posição do Executivo e defende o cumprimento imediato da legislação. Para a entidade, o não pagamento da recomposição representa descumprimento legal e prejuízo direto aos servidores da Administração Indireta. Geraldo Lamartine também criticou a condução do governo nas negociações. “O governo trata com indiferença. Não chama as organizações sindicais e não se manifesta sobre a aplicação do índice. É preciso que haja uma posição”, declarou.
Segundo o dirigente, não há impedimento jurídico para o pagamento. “Não existe margem jurídica para adiar esse índice. É necessário que o governo aplique e que os servidores tenham a recomposição ainda neste mês”, disse.

Mobilização deve continuar
O ato público desta sexta-feira faz parte de uma agenda de mobilização da categoria. O Sinai-RN não descarta a intensificação das ações caso o reajuste não seja implementado.
“Se o governo não aplicar, vamos mobilizar nossa base e fazer o enfrentamento. Podemos partir para paralisações de categorias”, afirmou o coordenador.
Ainda segundo ele, a mobilização demonstra o posicionamento da categoria. “Os trabalhadores estão levantando sua voz e demonstrando insatisfação. A expectativa é de uma categoria mobilizada, que não vai recuar nem desistir da luta”, concluiu.

